quinta-feira, 2 de setembro de 2010

MANEJO FLORESTAL

Pesquisa identifica áreas para o manejo florestal comunitário
Vista da região do Mamirauá (Foto: Divulgação)


A ideia da pesquisa intitulada: "Sistema de Informação Geográfica Aplicado no Manejo Florestal de Unidades de Conservação" é contribuir para a criação de um banco de dados geográfico contendo informações sobre essas comunidades, para que seja possível ajudar na tomada de decisão de políticas públicas.

O mapeamento das 28 áreas destinadas ao manejo florestal comunitário parte da identificação dos setores que mais pressionam o recurso florestal e deve fazer parte do trabalho de doutorado a ser desenvolvido pela Mestre em Geografia Marilene Alves da Silva, que é vinculada ao Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam).

A pesquisadora apresentará os dados da pesquisa em Curitiba (PR), no mês de outubro, no IX Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e Sistema de Informações Geográficas Aplicadas à Engenharia Florestal, com a ajuda da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), por meio do Programa de Apoio à Participação em Eventos Científicos e Tecnológicos (Pape).

 






Imagens do Manejo em Mairauá (Fotos: Divulgação/IDSM)

Tecnologia SIG

"O projeto de pesquisa consiste em demonstrar o emprego do Sistema de Informação Geográfica (SIG) como uma ferramenta extremamente importante e essencial para o monitoramento e manejo florestal em Unidades de Conservação, pois o mesmo possibilita o gerenciamento de informações e suas respectivas análises geográficas com alto nível de precisão e confiabilidade", explicou a pesquisadora.

Segundo Silva, a pouca aplicação da geotecnologia e sua inconstante atualização foram  consideradas um dos grande desafio quanto à capacitação técnica em manipular os aplicativos do SIG, um sistema que requer técnicas computacionais sofisticadas e profissionais especializados.
"Para alcançar os resultados, foram realizados treinamentos em instituições de ensino e pesquisa,  como o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas - Campus Zona Leste, Universidade Federal do Amazonas e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, localizado no Estado do Amazonas, na região do Médio Solimões, a cerca de 600 quilômetros a oeste de Manaus.

Dentre os procedimentos utilizados na pesquisa, Silva destaca a aplicação do SIG na Unidade de Conservação Mamirauá. Ela explicou que por meio de estudos, tanto biológicos, quanto socioeconômicos realizados sobre a exploração de madeira, foi possível chegar a resultados importantes.
A pesquisadora salientou que o evento no qual o trabalho será apresentado, vem contribuir com a necessidade de atualizar informações sobre novas ferramentas, técnicas, procedimentos de caracterização, mapeamento, inventário e monitoramento da cobertura vegetal, dentre outras que possam oportunizar a divulgação da pesquisa no Estado do Amazonas.

Ela considera que o apoio da FAPEAM, seja para permitir a apresentação de resultados ou para a realização de pesquisas, é de fundamental importância para a sociedade e a comunidade científica, pois contribui na disseminação do conhecimento científico produzido na região Norte do país.

"O mapeamento das áreas de manejo florestal foram digitalizados em um software com base no mosaico de imagens de satélite sensor TM (Thematic Mapper) do Landsat-5 da área da reserva, o trabalho permitiu a realização dos levantamentos de coordenadas geográficas por meio do Sistema de Posicionamento Global (GPS) em áreas de uso florestal", afirmou Silva.

Sebastião Alves - Agência Fapeam